Nervosa – Audição de Downfall Of Mankind – Estúdio Espaço Som – 10/06/18

Nervosa segue inquieta, mas sensível a pontos nevrálgicos sociais e pessoais

Copa do Mundo para começar e a Nervosa achou um tempinho em sua concorrida agenda para divulgar seu mais recente trabalho, Downfall Of Makind, para a imprensa especializada no Estúdio Espaço Som, próximo ao Metrô Clínicas. Na prática, o que se deu foi a audição das músicas do álbum, comentadas pelas componentes da banda, seguida de uma sessão informal de perguntas e respostas, não apenas a respeito do play, mas sobre quaisquer aspectos acerca do universo do conjunto. Oficialmente o evento estava marcado para começar às 16:00, porém, para que todos pudessem se acomodar e chegar sem atropelos, tudo só teve início com quarenta minutos de atraso, algo que não incomodou os presentes. De cara, Fernanda Lira (vocal e baixo) agradeceu a todos pela presença e explicou que gostariam de ter promovido o bate-papo antes, algo que não ocorreu apenas em função do cronograma apertado. Fernanda foi a mais falante do trio, completado por Luana Dametto (bateria) e Prika Amaral (guitarra), que ressaltou o próprio dia 10 de junho como data oficial do lançamento de Downfall Of Mankind. Vamos a um resumo do faixa a faixa:
– Intro e Horrodome: com vozes de fundo, Intro cria uma tenebrosa e perfeita atmosfera para o arregaço que é Horrordome, em combinação ideal para abrir futuros os shows. Fernanda esclareceu que a letra de Horrordome é sobre paralisia do sono (daí a razão das vozes da Intro, com recriações de barulhos ouvidos por pessoas acometidas do mal) e sua inspiração surgiu ao assistir The Nightmare, lançado em 2015 e sobre o assunto. A vocalista citou que alguns de seus versos, como “All darkness looks alive”, foram retirados diretamente do documentário.
– Never Forget, Never Repeat: mais longa do álbum, com riffs ganchudos, bateria incessante, e versos fortes como: “Enough of genocide, enough of bullshit” e “No more segregation, no more civil war”, é o primeiro single de Downfall Of Makind e saiu como lyric video em abril. Prika destacou ser a mais rápida do álbum, escolhida como single por ser um verdadeiro “pé na porta”. Fernanda classificou-a como “uma bela síntese do disco” e destacou seu assustador grito de doze segundos, encerrando a canção, como o mais longo do álbum. Quando Fernanda afirmou ser uma de suas favoritas do play, repleta de blast beats, a tímida baterista agradeceu, descontraindo ainda mais o ambiente. Como inspirações para a faixa, a vocalista citou dois filmes: um documentário chamado Numbered (2012), com depoimentos sobre sobreviventes do Holocausto, e Selma (2014). O objetivo da banda era homenagear a todos que perderam suas vidas em injustiças humanas e servir como lembrete para que atrocidades não se repitam.
– Enslave: “Why do we … why do we enslave?”. Com refrão simples e questionador, a letra contempla sentidos mais amplos de escravidão, além do óbvio. Neste contexto, Fernanda pontuou formas de exploração relacionadas a outras pessoas ou animais, e citou que, por mais que se evite, sempre há alguma exploração da natureza em si, como quando ela abastece sua própria moto, fazendo mea culpa.
– Bleeding: outra faixa em que Luana simplesmente detona castigando sua bateria sem piedade. Com letra de Prika (as três anteriores eram de Fernanda), a guitarrista buscou influências nas preocupações cotidianas, mencionando o excesso de informação atual que leva à ansiedade, agonia, stress elevado ou insônia. O “Bleeding inside of me” da canção refere-se a não saber como resolver as questões internas citadas. Transbordando sinceridade e entusiasmo típicos de quando um trabalho novo vem à luz, Prika disse que o refrão é o melhor dentre todas as músicas do conjunto, causando espanto nas outras integrantes. Fernanda ainda mencionou a empolgação da guitarrista com relação ao riff do refrão, composto pela baixista.
– … And Justice For Whom?: mesmo se atrapalhando um pouco na hora de explicar, Fernanda deu a entender que seu título tem a ver com o Pledge Of Allegiance do Congresso americano, que também inspirou o Metallica em … And Justice For All. A vocalista classificou a música como “a mais thrash metal do álbum”, citou o óbvio tema da canção, mas meteu o dedo na ferida citando que, às vezes, as pessoas só querem justiça em benefício próprio e ainda listou diferentes interpretações sobre justiça em relação a conflitos religiosos, privilégios de gêneros e diferenças de classes.
– Vultures: segunda mais longa do álbum, Fernanda começou classificando-a como a mais cadenciada de todas, para ser prontamente corrigida por Prika, que levou em conta os bpms de Enslave. Ampliando o debate e trazendo a questão para seu metiê, Luana destacou a abrangência das linhas quebradas de bateria, dando uma cara de brasilidade. Entrando um pouco mais em questões técnicas, a baterista citou bumbos com tercinas, garantindo ser, das novas, a música mais diferente e complicada de tocar. Como o título sugere, Vultures refere-se a abutres humanos, pessoas que adoram ver desgraça, e não seria exagero identificar sutis influências de Lamb Of God em algumas partes de guitarras e bateria em seu início.
– Kill The Silence: escolhida como o primeiro clipe, lançado em maio, Prika afirmou que sua letra é sobre abuso, não apenas sexual (conforme sugerido logo no começo do clipe), mas também psicológico. A guitarrista, de modo sucinto, explicou a escolha por se tratar de “uma música completa, com refrão legal, solo legal e riffs”. Sem querer dar spoiler, no clipe, Fernanda veste camiseta da banda de um dos convidados das músicas seguintes…
– No Mercy: devido ao adiantado da hora, foi a faixa menos comentada pelo trio. Seu final é impressionante e desperta a curiosidade em relação a como Luana o fará ao vivo, tamanha sua velocidade de execução. Prika destacou que ela é sobre “um assassino frio e calculista, sem sentimento ou piedade”, sem citar se houve alguma inspiração em casos reais.
– Raise Your Fist!: em sua introdução, inspiradores trechos de discursos ou citações de Martin Luther King, Malcolm X, Satyarthi Malala, Chimamanda Ngozi Adichie, Nelson Mandela e Mahatma Gandhi. Deu pra imaginar a galera erguendo os punhos cerrados quando a Nervosa tocá-la ao vivo, com todos gritando o refrão: “Raise your fist! Don’t fear!”. Fernanda afirmou que a música fala sobre “ativismo e ir à luta pelo que é justo, certo e igualitário”.
– Fear, Violence And Massacre: outra sobre a qual o trio não discorreu muito a respeito, Prika precisamente descreveu-a como um símbolo do apocalipse, algo explicitado na combinação dos versos: “The anguish suffocates, the end is coming” e “destruction, chaos, decay”, perto de seu final.
– Conflict: a mais curta de todas, com quase três minutos, é a faixa em que o baixo se torna mais proeminente. Prika surpreendeu ao dizer que a música é sobre “guardar dinheiro a vida inteira e nunca curtir, e sempre ficar na tensão de se esperar por um futuro que pode nunca chegar”, argumento evidenciado pelos versos “What do you want for your life? What do you want for your fate?”. Fernanda também destacou a presença dos backing vocals de Prika.
– Cultura Do Estupro: hora de relevar o quase spoiler dado acima: Cultura Do Estupro é a única cantada em português e traz João Gordo como convidado especial. Na real, sua participação foi voluntária e ele mesmo escreveu a letra, iniciada por um hilário “Não tem mulher em casa, não, filho da puta?”. É mais uma com performance impressionantemente assustadora de Luana (como toca essa menina!). Fernanda destacou a curiosidade em ter uma letra com conteúdo exclusivamente feminista escrita por um homem, embora Kill The Silence e Raise Your Fist! também possam ter leituras feministas.
– Selfish Battle: é a bônus track do álbum e conta com Rodrigo, baterista do Korzus, e Michael Gilbert (Flotsam And Jetsam) executando o primeiro solo. De modo inusitado, Fernanda faz vocais limpos (dentro do padrão Nervosa) e mais voltados para o heavy metal tradicional (não espere algo operístico!). Encerrada com um grito de “Metal”, Fernanda provocou gargalhadas quando garantiu não se tratar do Detonator. Sua gênese se deu como a de Wayfarer (de Agony, e mais voltada para o blues), no intuito fazer algo diferente. Prika elogiou a voz da companheira e salientou que, em virtude da dedicação total do trio à banda, sem projetos paralelos, não há como a vocalista explorar seu talento de modo diversificado. Também foi citada a oportunidade de prestar tributo a outros estilos que agradam ao trio, como blues, soul e o metal tradicional. A guitarrista encerrou o faixa a faixa dizendo que a letra é uma auto-crítica geral e a ações egoístas justificadas com boas intenções.
Encerrada esta primeira parte do encontro, as perguntas foram sobre temas variados. A proposta era que tomassem uns vinte e cinco minutos, mas tudo ocorreu de modo tão descontraído e espontâneo que beirou os quarenta. A primeira pergunta foi sobre a inclusão (ou não) de Cultura Do Estupro no setlist e Prika lamentou a dificuldade em por o plano em prática, em função da voz singular de João Gordo e de agendas incompatíveis, mas garantiu que ela será tocada em ocasiões especiais em São Paulo. Com relação a shows fora do país, o fator impeditivo seria a língua, mas a bandeira do feminismo seria carregada ao tocarem Kill The Silence. Arrematando o assunto, Fernanda ressaltou que o fato de serem três mulheres na banda, por si só, já era uma forma de representação feminina no cenário metal.
O tema seguinte fez menção à gravadora austríaca Napalm Records e ao que, de fato, era pedido ao Nervosa: manutenção de qualidade ou melhora no trabalho? Prika elogiou a liberdade recebida dizendo que o selo apenas pedia amostras de algumas faixas, mas sem opiniões diretas ou interferência no que se faz, e Fernanda destacou a confiança de parte a parte. Questionadas sobre a evolução no som da banda, Prika foi objetiva: “Quanto mais tocamos, mais capazes nos tornamos de fazer coisas mais difíceis. Como guitarrista, palhetadas e coisas que eu não conseguia fazer há um tempo atrás, hoje eu consigo porque eu tenho mais resistência. E por estar na estrada, eu desenvolvi até mesmo o meu backing vocal”. Fernanda, por sua vez, citou influências vocais captadas de outras bandas, como o Sisters Of Suffocation (Els Prins foi classificada como “monstruosa, a melhor vocal feminina que já vi ao vivo”, segundo Fernanda) e o Arch Enemy na fase Angela Gossow.
Perguntada sobre sua estréia em estúdio com a Nervosa e a pressão em substituir Pitchu Ferraz, Luana discorreu sobre o grande salto dado: “Antes da Nervosa, gravei só para duas bandas, mas não em nível profissional, e foram em estúdios pequenos. Mas não senti pressão porque acho que cada batera põe seu estilo no álbum. A Pitchu tinha um estilo mais thrash e hardcore, tocava mais pesado. E eu senti a necessidade da Nervosa em ter uma baterista nova e eu sabia que podia colocar a minha personalidade nas músicas, então foi tranquilo. Eu já sabia o que tinha que fazer: blast beat, pedal duplo, virada rápida. Tudo foi uma nova experiência, mas suave. E quanto a gravar, foi bem tranquilo. A pressão vinha a cada nova postagem minha, seguida de algum: ‘Estou esperando o novo disco’. Deu um certo medo, mas foi tranquilo também por causa de nosso produtor, Marin Furia, porque eu já o conhecia. Eu estava nervosa quando cheguei ao estúdio, mas depois do primeiro dia, quando já gravei uma paulada de sons, foi tipo: ‘Ah, ok, entendi! É fácil!’”. Vendo de outro prisma, Fernanda destacou a empolgação e a ansiedade de Luana em tocar e criar suas próprias partes e Prika também falou sobre a tensão, mas focando na faceta perfeccionista da baterista e no cuidado em sair tudo a contento.
Este escriba indagou o trio sobre sua recente participação no festival mexicano Hell And Heaven, em especial a respeito da receptividade da platéia para com Never Forget, Never Repeat (a única de Downfall Of Makind incluída no set por lá) e também sobre a infra-estrutura do evento, como um todo, sob a ótica das artistas. Prika disse estar curiosa em saber quantos fãs assistiriam à Nervosa no True Metal Stage, pois elas tocavam na mesma hora do Saxon em um dos dois palcos principais: “Não sei como, mas tem gente que não gosta de Saxon! Tinha o público thrash que ia querer nos ver, mas não esperávamos tanta gente. No final do show, não conseguíamos ver até onde ia a galera, porque era muita gente! E tocar a música nova não foi tão tenso porque havíamos tido a oportunidade de tocá-la antes, em três shows, e o feedback foi maravilhoso. Quanto à infra-estrutura, ela foi muito boa. Só houve um problema de transporte para as bandas, pois os palcos eram muito distantes e o deslocamento era feito dando a volta [nota: no Autódromo Hermanos Rodríguez] e em uma determinada hora da noite havia menos funcionários. Mas, no geral, a infra-estrutura foi muito boa”. Fernanda também foi só elogios, mas lamentou não termos um festival similar aqui no Brasil, ao menos não exclusivamente metal, e ainda revelou uma curiosidade: no ranking de audições do novo álbum no Spotify, os mexicanos só estão atrás dos americanos. Nós, brasileiros, completamos o Top 3.
Com relação às letras, perguntadas sobre quais eram as mais pessoais individualmente, para Prika foi Selfish Battle: “Ela cutuca a ferida de todo mundo, inclusive a minha, ao falar que todo mundo é egoísta, em algum sentido”. Já Fernanda fez uma ressalva: “Neste disco, eu foquei mais na coisa social do que na pessoal. Claro que me incluo em algumas letras, como Enslave, por exemplo, pois sempre exploramos o que está ao nosso redor, de alguma maneira. No Agony havia mais letras baseadas em experiências pessoais. Já o Downfall Of Mankind é mais social, pois acho que eu estava mais indignada”.
Quase encerrando o bate-papo, houve tempo para um depoimento relacionado à arte gráfica da capa do novo álbum, feita pelo artista Hugo Silva, a partir de uma recomendação de Luana: “As minhas capas preferidas no Brasil, quem fez foi o Hugo Silva. E eu também sempre usava algo dele em trabalhos na universidade, como design gráfico, pelo trabalho em pontilhismo. E como foi um som mais dark, achei que podíamos convidá-lo, um artista que sempre adorei, para fazer o álbum da Nervosa. Ele aceitou, fez lá rapidão para nós”. Fernanda complementou: “A capa foi uma junção de idéias das três. Acho que ficou bem legal. Queríamos algo mais sóbrio, com menos cores, e você vê que tem uma diferença bem grande para o Victim Of Yourself, que é um arco-íris, e com o Agony, que já é mais sóbrio, mas tem um vermelhão lá”. As más línguas diriam que o desenho da capa de Downfall Of Mankind foi inspirado em Dick, do Korzus, pois ficou a cara dele!
Pautando o final do evento, os shows de setembro com o Destruction e de junho com o Havok. Fernanda deu maiores detalhes: “Vai ser legal pra caramba! Vamos fazer São Paulo e Manaus com o Destruction, talvez outras datas, ainda está um pouco pra frente. Estamos felizes pra caramba. Eles meio que apadrinharam a banda. O Schmier foi o primeiro cara que viu o clipe, compartilhou e no dia seguinte a Napalm entrou em contato com a gente. E ele, pessoalmente, nos convidou para as duas tours que fizemos com eles. Já éramos amigos, mas nas tours viramos ‘brothers’ mesmo, de tomar um goró junto, conversando sobre a vida. E aí, ter a oportunidade de repetir a dose, não a do goró, mas de tocar com eles de novo, vai ser animal”. Prika foi além: Aconteceu uma coisa muito interessante. A primeira tour que fizemos com eles, foi junto com o Flotsam And Jetsam e o Enforcer [nota: a Europe Under Attack Tour de 2016 teve 28 datas, em 32 dias, passando por 13 países entre 15/09 e 16/10]. Nós abríamos a noite. Aí o Schmier chegou para nós e disse: ‘Eu nunca tinha visto uma banda de abertura trazer tanto público’, por isso que ele chamou a gente pra segunda tour, mas como co-headliner” (nota: já a Europe Under Attack Tour de 2017 foi mais “modesta”, com “apenas” 25 datas, em 27 dias, passando por 13 países entre 11/01 e 06/02 de 2017]. E quanto aos shows no Brasil com o Havok, Fernanda explicou: “Será o show de lançamento, dia 15/06, no Espaço 555”, e com relação ao repertório, Prika foi sincera: “A gente ainda não tem um plano concreto porque ainda vamos começar a ensaiar. Não tivemos tempo de ensaiar o Downfall Of Makind, então só agora vamos tocar juntas, pela primeira vez, todas as músicas que vamos tocar ao vivo. Porque a gente compôs à distância e gravou separadamente. Então só tocamos algumas juntas, mas a maioria não. Então a gente ainda vai ver, durante os ensaios, o que funciona e o que não funciona. Temos uma idéia geral e acho que vai sair legal”. Fernanda deu um detalhamento maior: “Vamos tocar bastante coisa do Downfall Of Manking, ele será nosso principal foco, e vamos ter as classiqueiras. E daremos as boas-vindas à nossa nova fase”. [nota: as três datas com o Havok no Brasil foram de 15 a 17 de junho, em São Paulo (Espaço 555), Recife (Estelita) e Belo Horizonte (Stonehenge Rock Bar); e as apresentações com o Destruction em setembro serão em: Limeira (dia 16, Bar da Montanha), Brasília (dia 21, Toinha Brasil Show), Manaus (dia 22, Teatro Manauara) e São Paulo (dia 23, Espaço 555)].
Encerrando os trabalhos, Fernanda foi só agradecimentos: “Muito obrigado por estarem aqui hoje e pela ajuda na divulgação. Sempre falo que, sem os fãs e sem a imprensa, as bandas não são nada. Obrigada pelo apoio de sempre. Agora, vamos para a festa de lançamento, que, na verdade, não é nada demais, e sim apenas uma desculpa para reunir os amigos queridos para celebrar o disco novo, que vamos deixar rolando”. De fato foi algo bem simples, com salgadinhos e refrigerantes para os convidados, que incluíram João Gordo, portando um boné com um singelo “I love blast beat” acima da aba. Tudo muito tranquilo, o fato foi que as meninas esbanjaram carisma, humildade e respeito a quem se dispôs a passar a tarde cobrindo o evento, respondendo a todas as perguntas com simpatia. Como curiosidade final deste terceiro trabalho das garotas, que sempre lançam álbuns em anos pares, resta observar que o som permanece rápido, direto e potente como um soco na cara, em mais um play que sequer precisou chegar a durar cinqüenta minutos. 2020 não é ano de Copa, mas sim de Olimpíada. Mesmo assim, será que terá outro álbum da Nervosa?

Tracklist
01) Intro (1:12)
02) Horrordome (3:17)
03) Never Forget, Never Repeat (4:40)
04) Enslave (3:15)
05) Bleeding (3:47)
06) … And Justice For Whom? (3:34)
07) Vultures (4:09)
08) Kill The Silence (3:29)
09) No Mercy (3:40)
10) Raise Your Fist! (4:04)
11) Fear, Violence And Massacre (3:35)
12) Conflict (2:59)
13) Cultura Do Estupro [Participação De João Gordo] (3:10)
14) Selfish Battle [Bonus Track] [Participações de Rodrigo (Korzus) e Michael Gilbert (Flotsam And Jetsam)] (3:26)

Texto: Vagner Luis
Fotos: Marta Ayora


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