Álbum Review – Amorphis: Queen of Time (2018)

Por Rafael Sade

 

É sempre uma expectativa a cada lançamento da banda Amorphis, pois a banda sempre entrega álbuns muito bons. E após o excelente Under The Red Cloud (2015), os finlandeses retornam com uma novidade: o retorno do baixista original Olli-Pekka Laine, que participou da primeira década da banda.

Queen of Time é exatamente como prevíamos: um Amorphis virtuoso, ora agressivo, ora progressivo, inclusão de saxophone, corais femininos, um Amorphis com uma qualidade impecável. Como destaque, poderíamos citar as músicas Wrong Direction (que saiu como vídeo clipe), The Bee (Lyric Video) e Amongst Stars (que também teve um vídeo clipe com a participação da rainha do metal holandês Anneke Van Giersbergen, que ficou sensacional). Uma música e outra o instrumental lembra algo árabe, algo parecido com o que os israelenses do Orphaned Land fazem nos seus últimos trabalhos.

Mas vejo também como negativo essa zona de conforto que o Amorphis se encontra atualmente, com essa musicalidade adotada desde Eclipse (2006) com a mistura do que eles fizeram no passado com o atual, pois não encontro nenhuma novidade do que eles eles já fizeram na carreira, parecendo um Crtl+C/Crtl+V com o que eles fizeram nos álbuns passados. Ao contrário do álbum anterior, em que eles até mesclavam partes bastante agressivas, no lançamento atual algo similar só encontra na faixa Daughter of Hate e Heart Of The Giant e seus corais. O restante lembra até demais o que eles já fizeram em Skyforger e toda era Tomi Joutsen, por exemplo.

Com Queen of Time, o Amorphis nos presenteia novamente com um álbum virtuoso e original como só os finlandeses sabem fazer. Mas peca pela falta de novidades e pelo mais do mesmo.

 


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